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16 abril 2012

Do lado de cá do Atlântico, governo anuncia medidas de estímulo à economia e inicia a batalha dos juros!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Como referimos no anterior artigo, algumas ameaças circunstanciais recaem sobre a economia brasileira, como se diz por aqui, persistem alguns “gargalos”.

Em resposta à contestação de sindicatos e confederações patronais, o governo anunciou medidas imediatas de estímulo à indústria brasileira. Câmbio valorizado e elevadas taxas de juro, são duas contingências a um maior crescimento económico. Nos últimos anos, a redistribuição do rendimento gerado, melhorou a inclusão social, ampliou o mercado interno e fez crescer a procura global da economia brasileira. Insuficiências estruturais, logísticas e outros “gargalos”, têm levado a que a oferta global da economia, não acompanhe o rápido crescimento da procura. Esse gap vai causando algumas tensões inflacionárias e o aumento do déficit da balança comercial. Na apresentação do pacote de recuperação de competitividade da indústria brasileira, a presidenta Dilma Rousseff deu o mote para o desencadear de uma outra batalha, a batalha dos juros, “_ … são de difícil explicação os níveis de spread bancário no Brasil”.

Alguns dias após uma reunião do governo com a Febraban (associação nacional dos bancos), a banca pública federal, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e a estadual gaúcha Banrisul, passou à ação concertada, cortando para metade as taxas praticadas. Vamos esperar para saber como a banca privada vai reagir e ajustar-se para não perder quota de mercado. O Brasil vai ter de aproveitar essa oportunidade única de se tornar mais competitivo nos próximos anos, enquanto economias mais avançadas se encontram estagnadas. Com poucas mas focadas reformas, o Brasil vai poder criar um ambiente de negócios ainda mais favorável que a par de um maior investimento em educação e formação profissional, tem todas as condições de atrair novas tecnologias e investimentos nacionais e estrangeiros de maior valor acrescentado. Abundante em recursos naturais e matérias-primas essenciais às cadeias produtivas industriais, o Brasil tem condições para ser mais do que exportador de commodities e já não quer competir, comparativamente a outros emergentes, pelos baixos salários.

Os avanços sociais e civilizacionais verificados nos últimos anos no Brasil, não vão retroceder. A ambição passa por ser uma das maiores economias do Mundo, merecer respeitabilidade e protagonismo nos palcos decisórios do cenário mundial e prosseguir o caminho da inclusão social. Também será necessário aprender com os erros dos outros, afastando tentações de liquidez excessiva na economia. Como recentemente recordou Michael Porter na Harvard Business Review, “_ desde os anos 90, os norte-americanos e o ocidente em geral, mascararam os seus problemas de produtividade por via de uma massiva concessão de crédito fácil e barato, cujas consequências foram a “bolha imobiliária” e a crise financeira”. Existe uma forte correlação entre o desenvolvimento da produção interna e a ampliação da oferta de crédito e no Brasil o volume de crédito ainda representa menos de 50% do PIB. É necessário prosseguir a dinâmica de crescimento económico com base na ampliação do mercado interno, através de mais crédito e mais barato, mas sobretudo canalizado para investimentos públicos e privados que impulsionem a formação de cadeias produtivas mais fortes e competitivas.

Quanto ao mercado da mediação (corretagem) imobiliária também beneficiário da alavancagem no volume de crédito concedido a empresas e particulares, está cada vez mais dinâmico e competitivo e o perfil dos profissionais do mercado imobiliário também se modificou. Temos hoje empresários e consultores (corretores) imobiliários com maior nível de escolaridade e formação técnica, e o mais importante, orgulhosos da sua profissão. Na sequência do caminho iniciado há alguns anos no Brasil, o da integração de agências imobiliárias em redes de negócio, uma nova etapa evolutiva está a despontar com a expansão em território brasileiro das quatro principais redes internacionais de franquia imobiliária. São marcas globais de origem norte-americana, com décadas de atuação sucedida em diferentes países, particularmente no segmento residencial. Também no mercado imobiliário residencial, estão criadas novas condições para a formação de cadeias de valor fortes e competitivas. Esse é o desafio de futuro, lançado aos atuais “players” e a empreendedores com ambição que pretendam iniciar uma carreira empresarial neste exigente mercado.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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