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12 março 2015

Exportações para a China são "almofada" para quebra das receitas

Exportações

Angola está obrigada, devido à queda das receitas petrolíferas, a recalcular as contas públicas - e repensar o modelo económico, reforçando a diversificação - mas tem uma almofada nos contratos de fornecimento de petróleo à China.

Devido a contratos de fornecimento de longo prazo, que começaram a ser estabelecidos sobretudo a partir de 2002, a China é actualmente o maior comprador de petróleo de Angola, absorvendo cerca de metade das exportações petrolíferas em 2013, último ano completamente apurado.

O África Monitor Intelligence, citando altos funcionários angolanos, escreveu que a queda abrupta do preço do petróleo está a preocupar as autoridades, mas estas apontam também, a nível interno, para uma série de factores atenuantes, que permitem alguma margem de manobra para gerir a situação. Entre estas avulta o tipo dos contratos de fornecimento de futuros à China e à forma como o preço é definido, favorável a Angola em momentos de turbulência no mercado, segundo a mesma fonte.

Outro argumento invocado internamente é que o país dispõe de confortáveis reservas cambiais e de grande capacidade de acesso ao crédito para enfrentar problemas pontuais que eventualmente se manifestarão.

Recentemente, Angola assegurou um financiamento de 500 milhões de dólares, repartido em partes iguais pela Goldman Sachs e pela britânica Gemcorp Capital, isto depois de ter assegurado em Dezembro um financiamento de 2 mil milhões de dólares da China, destinado ao sector petrolífero.

Ainda segundo o Africa Monitor Intelligence, as autoridades angolanas têm estado apostadas em que a crise nos preços seja de curta duração. Na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos deixou transparecer algumas preocupações quanto ao impacto no plano orçamental e da economia.

A nível económico, a situação veio tornar mais prementes os esforços de diversificação económica, que passam pelo desenvolvimento de sectores como a agricultura e indústria, e em que serão chamados a participar os principais parceiros, casos da China, Brasil ou Portugal.

Segundo a Economist Intelligence Unit, a actual situação vai acelerar a diversificação económica, e há sinais de esperança sobretudo na indústria, que representa menos de 10% do PIB, mas está em franco crescimento, em boa parte devido ao novo sistema de tarifas aduaneiras, mais proteccionista.

Novas zonas industriais, a maior dos quais a de Viana, arredores de Luanda, "tendencialmente geram mais emprego, incluindo postos de trabalho não qualificados", e o seu desenvolvimento "pode ajudar Angola a reduzir a sua dependência de bens importados", refere a EIU em análise recente sobre o impacto da queda das receitas petrolíferas.

O Governo mostra-se muito interessado na atracção de investimento estrangeiro e oferece mesmo benefícios fiscais altamente favoráveis para investidores. Para a EIU, se Angola melhorar o abastecimento de energia e eliminar burocracias, estará numa "posição forte" para desenvolver as suas exportações regionais, nomeadamente devido às recentemente reconstruídas linhas de caminho-de-ferro.

Poderá mesmo fazer sentido, finalmente, a adesão à zona de comércio livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, adianta.

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