Clareza de objectivos na construção
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António Mendonça afirmou, em entrevista ao Jornal de Angola, que ficou impressionado com o Salão Imobiliário de Luanda, porque traduz a entrada de Angola num estado de perfeita normalidade da sua vida económica e o que o país está a projectar a médio e longo prazo.
Portugal encara com bons olhos a pretensão do Estado angolano em promover as actividades imobiliárias destinadas aos estratos sociais com rendimentos mais baixos.
O ministro português das Obras Públicas, António Mendonça, esclareceu que, no âmbito da cooperação, os dois países definiram já uma agenda de trabalho virada para o desenvolvimento económico dos dois países.
António Mendonça afirmou, em entrevista ao Jornal de Angola, que ficou impressionado com o Salão Imobiliário de Luanda, porque traduz a entrada de Angola num estado de perfeita normalidade da sua vida económica e o que o país está a projectar a médio e longo prazo. O ministro das Obras Públicas de Portugal esteve em Angola onde cumpriu uma visita oficial de dois dias.
Jornal de Angola - A sua presença em Angola conseguiu, em dois dias, produzir resultados satisfatórios?
António Mendonça - Claro. Apesar de ser uma visita curta, trabalhos arduamente durante o dia de domingo e segunda-feira. É importante referir que o pretexto imediato da minha deslocação a Angola foi o de participar no lançamento da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa, mas tive a oportunidade de ter um encontro com o ministro do Urbanismo e Construção de Angola onde fizemos o ponto da situação entre os dois países. Abordamos a melhor forma para se definir uma agenda de trabalho que impulsione o desenvolvimento das relações actuais, para que a actividade empresarial avance com normalidade e de forma sustentada.
JA - Na prática, o que isto significa?
AM - Significa que demos mais um passo importante. Repare que assinamos um protocolo de cooperação entre o Porto de Luanda e o Porto de Leixões para trabalharmos no domínio da formação, gestão e sistemas informáticos. No encontro com o ministro dos Transportes foi ainda esclarecida a ideia que ambos os países têm dos portos enquanto plataformas de aplicação internacional importantes para as economias, tendo em atenção o facto de os nossos países estarem na margem do Atlântico, algo que pode servir para potenciar o dinamismo actual da cooperação, se houver um bom relacionamento entre os portos.
JA - O que os países irão ganhar com a Confederação Imobiliária dos países de Língua Oficial Portuguesa?
AM - Esta iniciativa vai permitir aos nossos países nivelarem as ofertas no ramo imobiliário. Fiquei muito impressionado, por outro lado, com o Salão Imobiliário de Luanda, porque o mesmo traduz duas coisas: a entrada de Angola num estado de perfeita normalidade da sua vida económica, o que representa a realidade que o país está a projectar a médio e longo prazo.
JA - O que mais lhe marcou?
AM - Foi o facto de empresas de diferentes países apresentarem projectos que dizem respeito as suas realidades, num claro sinal de que estão interessadas em expandir e partilhar o seu conhecimento. Isto nos diz que estamos em presença de um efeito escala, que leva as empresas a começarem a pensar numa dimensão maior, um factor, de resto, muito importante do ponto de vista de atracção de investimentos e parcerias.
JA - Qual o papel do Estado nesta plataforma de cooperação?
AM - Os Estados têm que criar, agora, as condições a nível do plano institucional, para que os projectos possam ser concretizados. Porque a criação desta Confederação tem uma particularidade importante, é que a mesma foi lançada a partir da iniciativa das empresas.
JA - A Confederação Imobiliária vai dar conta dos estratos com baixos rendimentos?
AM - Penso que sim. É interessante ver, por exemplo, que há da parte do Estado angolano a preocupação em orientar a actividade das empresas neste sentido. Já foi possível divisar projectos imobiliários no salão direccionados para este fim, porque as empresas sabem que é aí onde reside o potencial da futura procura.
JA - Esta preocupação consta das prioridades da cooperação entre os dois países?
AM - Claro. Porque quando pensamos naquilo que pode resultar da cooperação a esse nível, temos que criar, enquanto Estado, todas as condições para que seja possível ter uma oferta que atenda essas necessidades.
JA - Que estratégias devem ser adoptadas pelos governos para executar projectos públicos com custos bastante onerosos, num contexto de crise económica e financeira mundial?
AM - No contexto de restrições financeiras, temos que ser mais selectivos. Temos que ter uma perspectiva de maximizar o impacto económico das obras que estão programadas, dando prioridade não só àquelas que vão ao encontro das necessidades imediatas da população, mas também àquelas que permitem o desenvolvimento da economia. Refiro-me a infra-estruturas que permitem a circulação de pessoas e bens, a instalação de empresas, as exportações, entre outras. O financiamento do Estado deve ser orientado neste sentido.
JA - Como é encarada a urbanização das cidades no domínio da cooperação?
AM - As políticas de ordenamento do território têm sido apreciadas pelos dois Governos. E nos apercebemos que existe um espaço para novas iniciativas, em que os dois países podem fazer mais, visando, naturalmente, a oferta de melhores condições de habitabilidade e de crescimento económico mútuo. Pelo que vi, sinto que Angola está a entrar num patamar de preocupações superiores, em que já não se trata apenas de atender as necessidades básicas, mas sim de oferecer maior qualidade de vida às pessoas.
JÁ - Com que impressão ficou das actividades em curso no sector de construção angolano?
AM - A partir da conversa que mantive com o meu homólogo angolano pareceu-me que há clareza de objectivos. Enfim, não tenho o direito de me pronunciar sobre esses projectos, em alto respeito ao Governo angolano, mas gostaria de sublinhar essa ideia, a clareza de objectivos e determinação. Também notei que existe uma grande preocupação em maximizar as acções que têm impacto económico e orientar a oferta, no plano imobiliário, para atender os estratos com rendimentos mais baixos.
JA - Tem conhecimento de iniciativas de empresários angolanos para integrarem o mercado de construção em Portugal?
AM - Não lhe posso afirmar. Mas é importante que haja mais investimento angolano em Portugal e em diversas áreas. Portanto, é saudável que a presença angolana em Portugal não fique apenas pela área financeira ou bancária, mas que a mesma partilhe também os sectores de produtividade. Até porque existe a possibilidade de as empresas cooperarem neste sentido, agora no sentido inverso, ou seja, de Angola para Portugal.
JA - Como caracteriza a situação das empresas portuguesas em Angola?
AM - Conversei sobre o assunto com responsáveis de empresas portuguesas em Angola, e me pareceu que a situação não é má. Analisamos as formas de incremento das suas actividades e o estabelecimento de novas plataformas de cooperação entre empresas portuguesas e angolanas. Ficou claro, nessa reunião, que é importante que se encare a actividade empresarial nos dois sentidos, de Portugal para Angola e vice-versa.
JA - O que mais preocupa os empresários portugueses?
AM - Queixam-se de problemas pontuais, que se compreendem no quadro das dificuldades económicas que todo o mundo atravessa. Mas também notamos que existe da parte do Governo angolano abertura para ajudar a solucionar a situação. O ministro português das Finanças abordou, com o seu homólogo angolano, a possibilidade de linhas de crédito para atender essas questões. Todos estão conscientes que são dificuldades passageiras, e que serão resolvidas a médio prazo.
JA - Existem perspectivas de crescimento para as empresas portuguesas?
AM - Julgo que sim. Angola, à partida, é um país com um potencial de crescimento notável no domínio da construção. É necessário construir infra-estruturas, plataformas logísticas, habitações, entre outras. É verdade que existem dificuldades, principalmente de ordem financeira, fruto do próprio ambiente económico e financeiro internacional, mas estou convencido que irão surgir novas oportunidades de negócios. Neste momento, Angola está a virar-se para as parcerias público/privadas, segundo o ministro angolano do Urbanismo e Construção.
O ministro português das Obras Públicas, António Mendonça, esclareceu que, no âmbito da cooperação, os dois países definiram já uma agenda de trabalho virada para o desenvolvimento económico dos dois países.
António Mendonça afirmou, em entrevista ao Jornal de Angola, que ficou impressionado com o Salão Imobiliário de Luanda, porque traduz a entrada de Angola num estado de perfeita normalidade da sua vida económica e o que o país está a projectar a médio e longo prazo. O ministro das Obras Públicas de Portugal esteve em Angola onde cumpriu uma visita oficial de dois dias.
Jornal de Angola - A sua presença em Angola conseguiu, em dois dias, produzir resultados satisfatórios?
António Mendonça - Claro. Apesar de ser uma visita curta, trabalhos arduamente durante o dia de domingo e segunda-feira. É importante referir que o pretexto imediato da minha deslocação a Angola foi o de participar no lançamento da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa, mas tive a oportunidade de ter um encontro com o ministro do Urbanismo e Construção de Angola onde fizemos o ponto da situação entre os dois países. Abordamos a melhor forma para se definir uma agenda de trabalho que impulsione o desenvolvimento das relações actuais, para que a actividade empresarial avance com normalidade e de forma sustentada.
JA - Na prática, o que isto significa?
AM - Significa que demos mais um passo importante. Repare que assinamos um protocolo de cooperação entre o Porto de Luanda e o Porto de Leixões para trabalharmos no domínio da formação, gestão e sistemas informáticos. No encontro com o ministro dos Transportes foi ainda esclarecida a ideia que ambos os países têm dos portos enquanto plataformas de aplicação internacional importantes para as economias, tendo em atenção o facto de os nossos países estarem na margem do Atlântico, algo que pode servir para potenciar o dinamismo actual da cooperação, se houver um bom relacionamento entre os portos.
JA - O que os países irão ganhar com a Confederação Imobiliária dos países de Língua Oficial Portuguesa?
AM - Esta iniciativa vai permitir aos nossos países nivelarem as ofertas no ramo imobiliário. Fiquei muito impressionado, por outro lado, com o Salão Imobiliário de Luanda, porque o mesmo traduz duas coisas: a entrada de Angola num estado de perfeita normalidade da sua vida económica, o que representa a realidade que o país está a projectar a médio e longo prazo.
JA - O que mais lhe marcou?
AM - Foi o facto de empresas de diferentes países apresentarem projectos que dizem respeito as suas realidades, num claro sinal de que estão interessadas em expandir e partilhar o seu conhecimento. Isto nos diz que estamos em presença de um efeito escala, que leva as empresas a começarem a pensar numa dimensão maior, um factor, de resto, muito importante do ponto de vista de atracção de investimentos e parcerias.
JA - Qual o papel do Estado nesta plataforma de cooperação?
AM - Os Estados têm que criar, agora, as condições a nível do plano institucional, para que os projectos possam ser concretizados. Porque a criação desta Confederação tem uma particularidade importante, é que a mesma foi lançada a partir da iniciativa das empresas.
JA - A Confederação Imobiliária vai dar conta dos estratos com baixos rendimentos?
AM - Penso que sim. É interessante ver, por exemplo, que há da parte do Estado angolano a preocupação em orientar a actividade das empresas neste sentido. Já foi possível divisar projectos imobiliários no salão direccionados para este fim, porque as empresas sabem que é aí onde reside o potencial da futura procura.
JA - Esta preocupação consta das prioridades da cooperação entre os dois países?
AM - Claro. Porque quando pensamos naquilo que pode resultar da cooperação a esse nível, temos que criar, enquanto Estado, todas as condições para que seja possível ter uma oferta que atenda essas necessidades.
JA - Que estratégias devem ser adoptadas pelos governos para executar projectos públicos com custos bastante onerosos, num contexto de crise económica e financeira mundial?
AM - No contexto de restrições financeiras, temos que ser mais selectivos. Temos que ter uma perspectiva de maximizar o impacto económico das obras que estão programadas, dando prioridade não só àquelas que vão ao encontro das necessidades imediatas da população, mas também àquelas que permitem o desenvolvimento da economia. Refiro-me a infra-estruturas que permitem a circulação de pessoas e bens, a instalação de empresas, as exportações, entre outras. O financiamento do Estado deve ser orientado neste sentido.
JA - Como é encarada a urbanização das cidades no domínio da cooperação?
AM - As políticas de ordenamento do território têm sido apreciadas pelos dois Governos. E nos apercebemos que existe um espaço para novas iniciativas, em que os dois países podem fazer mais, visando, naturalmente, a oferta de melhores condições de habitabilidade e de crescimento económico mútuo. Pelo que vi, sinto que Angola está a entrar num patamar de preocupações superiores, em que já não se trata apenas de atender as necessidades básicas, mas sim de oferecer maior qualidade de vida às pessoas.
JÁ - Com que impressão ficou das actividades em curso no sector de construção angolano?
AM - A partir da conversa que mantive com o meu homólogo angolano pareceu-me que há clareza de objectivos. Enfim, não tenho o direito de me pronunciar sobre esses projectos, em alto respeito ao Governo angolano, mas gostaria de sublinhar essa ideia, a clareza de objectivos e determinação. Também notei que existe uma grande preocupação em maximizar as acções que têm impacto económico e orientar a oferta, no plano imobiliário, para atender os estratos com rendimentos mais baixos.
JA - Tem conhecimento de iniciativas de empresários angolanos para integrarem o mercado de construção em Portugal?
AM - Não lhe posso afirmar. Mas é importante que haja mais investimento angolano em Portugal e em diversas áreas. Portanto, é saudável que a presença angolana em Portugal não fique apenas pela área financeira ou bancária, mas que a mesma partilhe também os sectores de produtividade. Até porque existe a possibilidade de as empresas cooperarem neste sentido, agora no sentido inverso, ou seja, de Angola para Portugal.
JA - Como caracteriza a situação das empresas portuguesas em Angola?
AM - Conversei sobre o assunto com responsáveis de empresas portuguesas em Angola, e me pareceu que a situação não é má. Analisamos as formas de incremento das suas actividades e o estabelecimento de novas plataformas de cooperação entre empresas portuguesas e angolanas. Ficou claro, nessa reunião, que é importante que se encare a actividade empresarial nos dois sentidos, de Portugal para Angola e vice-versa.
JA - O que mais preocupa os empresários portugueses?
AM - Queixam-se de problemas pontuais, que se compreendem no quadro das dificuldades económicas que todo o mundo atravessa. Mas também notamos que existe da parte do Governo angolano abertura para ajudar a solucionar a situação. O ministro português das Finanças abordou, com o seu homólogo angolano, a possibilidade de linhas de crédito para atender essas questões. Todos estão conscientes que são dificuldades passageiras, e que serão resolvidas a médio prazo.
JA - Existem perspectivas de crescimento para as empresas portuguesas?
AM - Julgo que sim. Angola, à partida, é um país com um potencial de crescimento notável no domínio da construção. É necessário construir infra-estruturas, plataformas logísticas, habitações, entre outras. É verdade que existem dificuldades, principalmente de ordem financeira, fruto do próprio ambiente económico e financeiro internacional, mas estou convencido que irão surgir novas oportunidades de negócios. Neste momento, Angola está a virar-se para as parcerias público/privadas, segundo o ministro angolano do Urbanismo e Construção.
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