Mercado imobiliário em Angola com taxas de retorno "bastante atrativas"
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Os investimentos imobiliários em Angola, apesar da fase embrionária em que se encontram, estes apresentam "taxas bastante atrativas" no retorno de verbas, entre os 16% e 19% para o mercado de escritórios e 12% e 17% no residencial.
Os investimentos imobiliários em Angola, apesar da fase embrionária em que se encontram, estes apresentam "taxas bastante atrativas" no retorno de verbas, entre os 16% e 19% para o mercado de escritórios e 12% e 17% no residencial.
A conclusão consta de um estudo sobre o mercado imobiliário em Angola realizado pela Zenki Real Estate, a que a agência Lusa teve acesso.
Segundo o documento, o mercado de investimento no setor continua numa fase embrionária devido a falhas na regulamentação do mercado de arrendamento e na titularidade dos imóveis, que ainda não foram resolvidas.
Todavia, devido à crescente procura por parte de grandes empresas petrolíferas, o mercado residencial tem vindo a ganhar uma posição forte, tornando-se muito atrativo para os investidores nacionais e privados.
"Angola é ainda um país com um risco elevado (investimento no setor imobiliário), que, associado ao perfil dos investidores nacionais, torna expectável a sustentação das yields (taxas de rendimento líquido) de mercado em níveis altos, durante os próximos anos", lê-se no documento da Zenki Real Estate, que integra a CBRE, a maior rede internacional de consultores de imobiliário, liderada pela Richard Ellis.
O documento adianta que atualmente a oferta de escritórios na cidade de Luanda é ainda incipiente face à procura, salientando que a taxa de ocupação nos edifícios recentemente concluídos estima-se nos 90%, situação que tem elevado os valores de arrendamento que se praticam em imóveis recentes. Os preços de venda de área bruta (AB) de escritórios são em média de 6.600 euros o metro quadrado e os valores de arrendamento variam entre os 94 e 140 euros/mês o metro quadrado, na zona baixa da cidade, junto à baía de Luanda.
Para a zona alta da cidade, os valores de venda estão numa média de 5.850 euros por metro quadrado (AB), e para arrendamento os preços variam entre os 78 e os 94 euros/mês o metro quadrado.
O estudo revela que no segmento residencial a procura por fogos recentemente concluídos é "boa", especialmente por parte de empresas que requerem um elevado número de unidades para o alojamento dos seus quadros. Relativamente aos preços praticados, na baixa de Luanda os preços de venda situam-se numa média de 7.000 euros o metro quadrado por AB e os valores de arrendamento oscilam entre os 66 e os 85 euros o metro quadrado/mês. Já na zona alta, os preços de venda reduzem para 5.460 euros o metro quadrado e os valores de arrendamento para um intervalo entre os 55 e os 66 euros/mês o metro quadrado.
A análise destaca que a oferta em Luanda é essencialmente caracterizada por fogos localizados em empreendimentos mistos de escritórios e habitação, que é dirigida ao segmento médio-alto e luxo.
Neste caso, o estudo salienta que "a compra de apartamentos novos e de qualidade, por parte da classe alta, tem vindo a abrandar devido à dimensão reduzida deste segmento".
Na vertente do comércio, o estudo identificou que a oferta varia entre empreendimentos recentes e entre a típica loja com frente para a rua em pisos térreos, as mais procuradas por instituições bancárias, agências de seguros e telecomunicações, às grandes galerias comerciais situadas nos embasamentos dos edifícios. Essa procura, como descreve o documento, continua a ser maioritariamente efetuada por operadores locais ou de origem africana, sendo ainda reduzido o interesse de operadores internacionais, que no entanto poderá despertar-se com a conclusão de grandes superfícies comerciais em construção, sobretudo nas áreas de moda, acessórios e restauração.
As rendas de lojas de rua variam entre os 39 e 62 euros o metro quadrado/mês em espaços remodelados e os 78 e 101 euros em espaços situados em edifícios novos. Os valores de venda destes últimos situam-se entre os 4.680 e os 7.020 euros o metro quadrado.
A conclusão consta de um estudo sobre o mercado imobiliário em Angola realizado pela Zenki Real Estate, a que a agência Lusa teve acesso.
Segundo o documento, o mercado de investimento no setor continua numa fase embrionária devido a falhas na regulamentação do mercado de arrendamento e na titularidade dos imóveis, que ainda não foram resolvidas.
Todavia, devido à crescente procura por parte de grandes empresas petrolíferas, o mercado residencial tem vindo a ganhar uma posição forte, tornando-se muito atrativo para os investidores nacionais e privados.
"Angola é ainda um país com um risco elevado (investimento no setor imobiliário), que, associado ao perfil dos investidores nacionais, torna expectável a sustentação das yields (taxas de rendimento líquido) de mercado em níveis altos, durante os próximos anos", lê-se no documento da Zenki Real Estate, que integra a CBRE, a maior rede internacional de consultores de imobiliário, liderada pela Richard Ellis.
O documento adianta que atualmente a oferta de escritórios na cidade de Luanda é ainda incipiente face à procura, salientando que a taxa de ocupação nos edifícios recentemente concluídos estima-se nos 90%, situação que tem elevado os valores de arrendamento que se praticam em imóveis recentes. Os preços de venda de área bruta (AB) de escritórios são em média de 6.600 euros o metro quadrado e os valores de arrendamento variam entre os 94 e 140 euros/mês o metro quadrado, na zona baixa da cidade, junto à baía de Luanda.
Para a zona alta da cidade, os valores de venda estão numa média de 5.850 euros por metro quadrado (AB), e para arrendamento os preços variam entre os 78 e os 94 euros/mês o metro quadrado.
O estudo revela que no segmento residencial a procura por fogos recentemente concluídos é "boa", especialmente por parte de empresas que requerem um elevado número de unidades para o alojamento dos seus quadros. Relativamente aos preços praticados, na baixa de Luanda os preços de venda situam-se numa média de 7.000 euros o metro quadrado por AB e os valores de arrendamento oscilam entre os 66 e os 85 euros o metro quadrado/mês. Já na zona alta, os preços de venda reduzem para 5.460 euros o metro quadrado e os valores de arrendamento para um intervalo entre os 55 e os 66 euros/mês o metro quadrado.
A análise destaca que a oferta em Luanda é essencialmente caracterizada por fogos localizados em empreendimentos mistos de escritórios e habitação, que é dirigida ao segmento médio-alto e luxo.
Neste caso, o estudo salienta que "a compra de apartamentos novos e de qualidade, por parte da classe alta, tem vindo a abrandar devido à dimensão reduzida deste segmento".
Na vertente do comércio, o estudo identificou que a oferta varia entre empreendimentos recentes e entre a típica loja com frente para a rua em pisos térreos, as mais procuradas por instituições bancárias, agências de seguros e telecomunicações, às grandes galerias comerciais situadas nos embasamentos dos edifícios. Essa procura, como descreve o documento, continua a ser maioritariamente efetuada por operadores locais ou de origem africana, sendo ainda reduzido o interesse de operadores internacionais, que no entanto poderá despertar-se com a conclusão de grandes superfícies comerciais em construção, sobretudo nas áreas de moda, acessórios e restauração.
As rendas de lojas de rua variam entre os 39 e 62 euros o metro quadrado/mês em espaços remodelados e os 78 e 101 euros em espaços situados em edifícios novos. Os valores de venda destes últimos situam-se entre os 4.680 e os 7.020 euros o metro quadrado.
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